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Os investidores tendem a se esquivar dos empréstimos, enxergando a dívida como um sinal de viver além de suas possibilidades. Embora o empréstimo traga custos e riscos, ele também pode representar uma oportunidade.

Como escolher uma estratégia de empréstimo

Há três considerações principais na hora de escolher uma estratégia de empréstimo

Por que contrair um empréstimo?

Embora as taxas de juros estejam subindo conforme os bancos centrais tomam medidas para conter a inflação, as taxas reais ainda estão baixas em muitos países. O empréstimo pode ser vantajoso, especialmente quando a alternativa é vender ativos de alto retorno ou guardar disponibilidades em excesso — cujo valor será corroído pela inflação.

A seguir, entenda quando e por que contrair um empréstimo?

1 - Para fornecer um “empréstimo-ponte” ou garantir liquidez: o empréstimo pode atenuar a necessidade de vender ativos com forte potencial de retorno. O empréstimo também pode ajudar a evitar ter de realizar possíveis ganhos de capital tributáveis, enquanto ainda fornece liquidez para financiar empreendimentos comerciais ou aumentar os investimentos.

Embora a capacidade de contrair empréstimos possa aumentar a flexibilidade de um investidor para comprar ativos (ou evitar a venda de ativos) a preços baixos, a oportunidade depende de um investidor administrando passivos ativamente para garantir que haja capacidade de empréstimo quando necessário.

2 - Para aumentar a diversificação: empresários ou executivos de alto escalão podem achar que seu patrimônio pode estar altamente concentrado antes da venda de um negócio ou da aquisição de ações restritas da empresa. Empréstimos contra ativos ilíquidos concentrados podem financiar uma carteira diversificada.

Ao adicionar investimentos que estão menos correlacionados com a maior parte de seu patrimônio líquido, os investidores podem usar a alavancagem para melhorar as chances de atingir as metas financeiras.

3 - Para aumentar o potencial de retorno: ao explorar a capacidade de empréstimo para gastos em vez de reservar disponibilidades e títulos, um investidor pode ser capaz de manter mais ativos de longo prazo, de maior retorno, reservados para a aposentadoria ou para as necessidades do legado.

Estratégias de empréstimo

Há três considerações principais na hora de escolher uma estratégia de empréstimo:

1 - Preferência pela certeza, ou capacidade de aceitar mudanças nos custos de empréstimo: uma taxa fixa dá maior tranquilidade aos investidores avessos ao risco, mas pode impedir o pagamento antecipado sem penalidades. Outros investidores estarão menos preocupados com as flutuações nos custos do serviço e podem preferir os custos tipicamente mais baratos do uso da dívida de taxa flutuante. A visão dos investidores em relação à trajetória das taxas de juros também afeta esta decisão.

2 - Compatibilidade entre ativos e passivos: a composição de uma carteira pode afetar o tipo de dívida escolhida. Se um investidor tiver uma grande alocação em renda fixa e contrair um empréstimo com taxa flutuante, um aumento nas taxas de juros pode fazer com que o valor dos ativos subjacentes caia conforme os custos de financiamento aumentam. Os riscos podem ser ainda maiores se um empréstimo com taxa flutuante for respaldado por garantias cujo retorno seja altamente sensível ao aumento da taxa de juros, tais como títulos de longo prazo.

3 - Previsão das taxas de juros: o preço do congelamento das taxas de juros por mais tempo normalmente aumentará se a curva de juros for mais acentuada. Às vezes, este pode ser um preço que vale a pena pagar, se, por exemplo, um investidor espera que as taxas de juros de curto prazo aumentem muito rapidamente. No entanto, se os investidores julgarem que a acentuação da curva de juros é injustificada, uma abordagem de taxa flutuante pode oferecer um valor maior.

Riscos e custos do empréstimo

Quando os riscos e os custos do empréstimo valem a pena?  Entenda as vantagens e os riscos de contrair empréstimos como parte de um plano de acúmulo de patrimônio de longo prazo:

1 - Faça uma prova de esforço do seu plano: antes de pedir empréstimos, considere se uma determinada estratégia de empréstimo aumentaria a probabilidade de atingir as metas financeiras. Faça uma prova de esforço da carteira com relação a riscos que poderiam desalinhar um plano financeiro, com foco especial no custo e na solidez de um empréstimo.

2 - Custo do empréstimo versus potencial de retorno: no nível mais básico, os investidores devem avaliar a diferença entre a taxa de juros estimada do empréstimo e o retorno esperado do ativo no qual planejam investir. É importante lembrar que os retornos de curto prazo muitas vezes se desviam significativamente dos retornos esperados de longo prazo.

3 - Certifique-se de que o empréstimo seja sólido: empréstimo que resulta em um investidor ser forçado a vender ativos para fazer um pagamento de empréstimo quase nunca é uma boa ideia.

Em geral, há dois fatores principais que podem levar à materialização deste cenário: o risco de mercado e um erro de cálculo dos planos de gastos. Se o valor da garantia do empréstimo cair e a relação entre o valor do empréstimo e o valor da garantia for rompida, poderá ser necessário vender ativos para atender a uma chamada de margem ou pagar a dívida.

Para avaliar este risco, considere examinar os “recuos máximos” históricos e deixar uma proteção adequada de ativos líquidos. Com relação às despesas pessoais, considere o quanto as despesas podem afetar o tempo que a carteira pode levar para se recuperar (o “tempo submerso”) e o impacto que os gastos podem ter sobre a relação entre o valor do empréstimo e o valor da garantia projetado. Se os ativos ainda tiverem valor suficiente para evitar uma chamada de margem na pior das hipóteses, depois de fazer suas despesas planejadas, um plano pode ser considerado sólido.

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