Plantas germinativas

Neste relatório focamos em três tendências essenciais para investimento sustentável: a economia circular, a biodiversidade e o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia. Impulsionado por fatores econômicos e políticos, cada um desses desenvolvimentos gera oportunidades para os investidores em uma gama de temas sustentáveis.

Perspectivas de Investimento Sustentável

Confiras as nossas perspectivas e as conclusões para os investimentos

Economia circular

A ascensão da economia circular é sustentada por iniciativas crescentes em reciclagem e readequação de produtos. Também é fomentada por desdobramentos no setor de revenda, incluindo o aumento da consolidação, que fortalece a lucratividade dos varejistas e parcerias de marca, destinadas a estimular compras de segunda mão.

 

Os investidores dispõem de um vasto conjunto de oportunidades, principalmente em serviços de reciclagem e de materiais biodegradáveis de nova geração. Para aqueles com os horizontes de tempo relevantes, investir de forma privada em setores de nicho e emergentes é uma boa maneira de ganhar exposição a temas de circularidade em estágio inicial.

 

Conclusões para o investimento:

 

1. A circularidade está ganhando força à medida que consumidores, governos e investidores ficam mais sintonizados com a crescente ameaça da escassez de recursos e a necessidade de melhores soluções de resíduos. Para obter mais informações, consulte o nosso relatório completo de investimentos a prazo mais longo, “A economia circular”;

 

2. Vemos a recente atividade de F&A como um desenvolvimento saudável para o setor de revenda, além da crescente tração nas parcerias entre marcas;

 

3. As soluções do mercado privado podem oferecer uma maneira de ganhar exposição a conceitos circulares em estágio inicial para investidores com horizontes de tempo adequados e com a capacidade de suportar períodos de carência.

Biodiversidade

A perda de biodiversidade foi o foco principal da cúpula da COP15 em dezembro, onde 190 países concordaram com uma iniciativa para proteger 30% das áreas marinhas e 30% das áreas terrestres globalmente até 2030.

 

Os impactos econômicos da perda de biodiversidade são enormes, especialmente nos setores de construção e agricultura. Os temas de investimento sólidos a prazo mais longo, relacionados, incluem a economia circular e a agricultura regenerativa, que contribuem para a luta contra a perda de habitat.

 

Conclusões para o investimento:

 

1. O risco de perda de biodiversidade está ganhando a atenção do governo e dos investidores, como atesta a reunião de biodiversidade da COP15 em dezembro;

 

2. Um ecossistema saudável é crucial para o crescimento econômico e a superexploração dos recursos naturais pode ter efeitos negativos nos mercados e na economia em geral;

 

3.  Embora a questão regulamentar esteja em definição de forma lenta, destacamos oportunidades em temas como “economia circular” e “rendimento agrícola” para incorporar considerações sobre a biodiversidade.

Imposto de carbono da UE

No final do ano passado, a UE chegou a um acordo provisório sobre o Mecanismo de Ajuste de Carbono nas Fronteiras, um imposto sobre o carbono em bens importados produzidos fora da UE, em países com preços de emissões mais baixos.

 

A iniciativa da UE poderia muito bem incentivar outros países a introduzirem ou aumentarem os impostos sobre o carbono, uma vez que procuram aumentar as suas próprias receitas fiscais em vez das da Europa. Com a intenção da UE de reduzir as emissões em 55% até 2030, é recomendado que os investidores mantenham as suas posições sobre a transição energética.

 

Há oportunidades sólidas de investimento em tecnologias com baixo teor de carbono e de redução de carbono, enquanto os principais temas a prazo mais longo incluem o ar limpo e a eficiência energética.

 

Conclusões para o investimento:

 

1. A fixação do preço do carbono é um instrumento fundamental no plano da UE para reduzir as emissões. Vemos os preços atingindo 100 euros por tonelada até 2025, mas os investidores devem estar cientes de possíveis reveses de preços de curto prazo e volatilidade elevada;

 

2. Atualmente, o RCLE-UE não tem um impacto significativo no desempenho financeiro de muitas empresas. Porém, com menos licenças disponíveis, os produtores europeus podem se beneficiar com a introdução do CBAM em relação aos seus pares estrangeiros;

 

3. A UE continuará a se esforçar para alcançar a redução de emissões em 55% até 2030. Os investidores devem continuar a se posicionar a favor da transição energética, com investimentos em tecnologias de baixo carbono e de redução de carbono. Vemos oportunidades de prazo mais longo em temas como “ar limpo e redução de carbono” e “eficiência energética”.

LATAM ACCESS+

CONTINUE LENDO: Registre-se na plataforma LatAm Access+ para baixar todos os relatórios da UBS sobre investimento sustentável.


Fale com os nossos especialistas

Localizações

Mude a sua seleção

Explore mais