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Se o Fed continuar subindo as taxas de juros, mas não conseguir gerenciar a demanda ou reequilibrar o mercado, o resultado pode ser pior para os mercados financeiros. Em meio a ruídos, várias das tendências que identificamos estão se concretizando.

Vídeo: O Fed pode baixar a inflação?

Neste episódio do CIO Monthly, Mark Haefele,Global UBS Chief Investment Officer, discute uma das principais preocupações dos mercados.  O Fed pode baixar com sucesso a inflação para a meta, mantendo o crescimento acima de zero?

O que devemos fazer?

Temores envolvendo possíveis resultados trouxeram volatilidade significativa nas ações e nos mercados de renda fixa neste ano, restando poucas opções de proteção

Como seguir?

A questão central dos mercados hoje é se o Federal Reserve pode trazer a inflação com êxito de volta à meta enquanto mantém a taxa de crescimento econômico acima de zero.

O caminho para alcançar isso é estreito. Se as autoridades econômicas do Fed subestimarem a força da economia dos EUA, enfrentaremos um período de inflação acima da meta. Se a superestimarem, nós enfrentaremos uma recessão. E não podemos saber com grande convicção qual caminho estamos trilhando.

Ao mesmo tempo, enfrentamos incerteza adicional dos mercados de commodities apertados enquanto a guerra na Ucrânia continuar. Os países em todo o mundo estão se debatendo para garantir a oferta de grãos e combustíveis. As políticas de lockdown da China também estão gerando preocupações quanto às cadeias de suprimento e a demanda global. Temores envolvendo possíveis resultados trouxeram volatilidade significativa nas ações e nos mercados de renda fixa neste ano, restando poucas opções de proteção.

Primeiro

Em PRIMEIRO LUGAR, Prepare-se para um aumento na volatilidade. Grandes oscilações são inevitáveis, pois as expectativas do mercado mudam entre diferentes resultados possíveis com cada nova informação, não importa quão pequeno sejam. Deixe o seu Wealth Way e a estratégia Liquidity preparados. Use derivativos para melhorar o retorno e considere estratégias de proteção contra perdas.

Segundo

Em SEGUNDO LUGAR, Invista em valor. No cômputo final, acreditamos que o resultado da “inflação mais alta” é mais provável do que uma recessão e que as ações de valor historicamente tiveram desempenho superior em ambientes nos quais a inflação esteve acima de 3%. Temos preferência por valor em relação ao crescimento, com uma inclinação para ações de qualidade e energia. Quando observamos o nosso foco de valor global sob uma perspectiva lucros esperados, agora temos mais exposição a ações do Reino Unido e Austrália.

Diversos investidores nos perguntaram se o movimento de venda nas ações de crescimento é uma oportunidade. Para os investidores com horizontes de vários anos, mantemos a visão de que os nossos temas de investimentos de longo prazo produzirão desempenho acima da média durante o ciclo. Isto posto, atualmente esperamos que as ações de crescimento tenham desempenho abaixo da média em relação às de valor até que a diferença de preços entre o crescimento e o valor diminua.

Portanto, aconselhamos os investidores com horizonte de tempo inferior a um ano que sejam mais seletivos no crescimento de prazo mais longo. Taticamente, somos mais cautelosos quanto a empresas expostas a gastos dos consumidores, dado o impacto da inflação sobre a renda das famílias e, assim, passamos o setor de consumo cíclico para menos preferido.

Terceiro

Em TERCEIRO LUGAR, acumule proteções de carteira. Defendemos o investimento em qualidade, ações que pagam dividendos e saúde por algum tempo, todos os quais provavelmente terão desempenho superior em caso de recessão e ajudarão a isolar as carteiras da volatilidade. Também recomendamos o dólar dos EUA, mas agora acreditamos que a moeda precificou boa parte do ciclo de alta de taxas do Fed.

Após anos de rendimentos baixos e negativos, agora estamos vendo oportunidades selecionadas em renda fixa, que podem oferecer à carteira resiliência em um cenário de recessão. Investidores com alocações abaixo da meta devem usar o recente movimento de venda como oportunidade para reconstruir exposição a uma classe de ativos quase “esquecida”.

Quarto

Em QUARTO LUGAR, posicionar-se para a era da segurança. Conforme a guerra na Ucrânia continue, governos e empresas estão se adaptando a essa era de segurança, em termos de energia, defesa cibernética e nacional e suprimento de alimentos.

No curto prazo, um foco em segurança alimentar e energética está levando a um aperto em vários mercados de commodities — um movimento que acreditamos que favorecerá os preços mais altos das matérias-primas nos próximos meses.

No prazo mais longo, acreditamos que a demanda por aprimoramento em carbono zero, segurança cibernética e rendimento agrícola será impulsionada neste novo mundo.

Quinto

Em QUINTO LUGAR, diversificar com alternativos. Não são muitos os investimentos que podem ajudar a melhorar a qualidade da carteira independentemente do cenário que se materializar, mas acreditamos que uma alocação diversificada a alternativos poderá ser um deles.

Ativos como infraestrutura, imóveis e mercados privados podem melhorar a resiliência contra a inflação de uma carteira, enquanto algumas estratégias de hedge fund podem ter bom desempenho em cenários de recessão e ajudar a mitigar a volatilidade da carteira caso ocorra alta na correlação de ações-títulos.

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