Informações Conceitos do Mercado de Ações

Conceitos do Mercado de Ações

Ações

Ações – são títulos nominativos negociáveis que representam, para quem as possui, uma fração do capital social de uma empresa. Em outras palavras, ação é uma parte de uma empresa. Com uma ou mais partes da empresa, o investidor se torna sócio dela.

As ações podem ser:
- ordinárias, que concedem àqueles que as possuem o poder de voto nas assembleias deliberativas da companhia; ou
- preferenciais, que oferecem preferência na distribuição de resultados ou no reembolso do capital em caso de liquidação da companhia, não concedendo o direito a voto, ou restringindo-o.

Companhias abertas

Companhias abertas - uma companhia é considerada aberta quando faz distribuições públicas de valores mobiliários (ações, bônus de subscrição, debêntures, notas promissórias, etc.).

A empresa emite ações para levantar recursos para o seu crescimento. Ela não paga juros, mas, para compensar, paga aos acionistas (sócios) a participação integral nos lucros.

Se, em um empréstimo, a empresa tem que pagar juros, mesmo se sua atividade não gerou lucro, na sociedade ela vai ter que desembolsar recursos que sejam proporcionais aos lucros gerados.

As operações de abertura de capital precisam ter autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão fiscalizador do mercado de capitais brasileiro. As companhias abertas devem atender a diversos requisitos, definidos na Lei das S/As e nas regulamentações da CVM, com o objetivo de garantir a confiabilidade das informações e demonstrações financeiras divulgadas.

Bolsa de Valores

Bolsa de Valores - é o local onde se compram e vendem as ações das companhias. As bolsas são os mais importantes centros de negociação das ações, devido ao expressivo volume e maior transparência das operações realizadas. A BM&FBovespa é o único centro de negociação de ações do Brasil.

Corretoras de Valores

Corretoras de Valores - são instituições financeiras membros das bolsas de valores, credenciadas pelo Banco Central, pela CVM e pelas próprias bolsas, e estão habilitadas, entre outras atividades nos mercados financeiro e de capitais, a negociar valores mobiliários com exclusividade na BM&FBovespa.

Corretora de Valores é a instituição que compra e vende ações para os investidores.

Quanto custa uma ação?

Quanto custa uma ação? O valor da ação, ou seja, seu preço de compra e venda, é determinado pelo mercado, variando principalmente em função do desempenho financeiro verificado ou esperado da empresa, bem como da conjuntura econômica doméstica e internacional.

As ações são chamadas de títulos de renda variável porque tanto os rendimentos distribuídos ao acionista - dividendos e bonificações - quanto seu próprio valor não estão previamente fixados. O preço justo, portanto, é aquele fixado entre o comprador e o vendedor.

Qual o valor mínimo para investir em ação?

Qual o valor mínimo para investir em ação? Não existe um valor mínimo exigido para investir na bolsa. Isso varia em função do preço das ações que se deseja comprar e até mesmo da corretora escolhida.

Como escolher as ações

Como escolher as ações - o investidor deve estar atento às características e ao desempenho da empresa da qual pensa em comprar ações.

As ações podem ser divididas em:
- “blue chips” ou de 1ª linha - são ações de grande liquidez (grande quantidade de negócios) e procura no mercado de ações por parte dos investidores, em geral de empresas tradicionais, de grande porte/âmbito nacional e excelente reputação;
- de 2ª linha - são ações um pouco menos líquidas, de empresas de boa qualidade, em geral de grandes e médios portes;
- de 3ª linha - são ações com pouca liquidez, em geral de companhias de médios e pequenos portes (porém, não necessariamente de menor qualidade), cuja negociação caracteriza-se pela descontinuidade;
- de privatização - são ações de companhias colocadas no mercado por meio de leilões do Programa Nacional de Desestatização - PND. Algumas das companhias em processo de privatização podem já ter suas ações negociadas em bolsas de valores antes mesmo de o processo ser completado, tendendo a incrementar sua liquidez após a conclusão do mesmo.

Ordem

Ordem - quando o investidor transmite sua ordem para uma corretora na qual é cadastrado, esta tem o dever de executá-la prontamente, ao melhor preço disponível, desde que se trate de uma ação com liquidez - é a ordem a mercado.

Essa é a ordem mais comum, mas há várias outras modalidades.

O investidor pode, por exemplo, fixar um preço determinado ou o melhor valor para sua execução - é a ordem limitada. Ou poderá fixar apenas a quantidade de títulos, dando uma ordem administrada à corretora, que irá executá-la a seu critério.

A fim de limitar prejuízos, o investidor pode dar a ordem fixando um preço-limite que, se alcançado pela evolução das cotações, torna a ordem a mercado - é a ordem “on stop”.

Há também a possibilidade de vincular a execução de uma operação à execução de outra previamente definida e oposta (compra versus venda), no mesmo ou em diferentes mercados - é a ordem casada, que só se efetiva se executadas as duas ordens.

De forma similar, há a ordem de financiamento, na qual o investidor determina a tomada de posições opostas, também no mesmo ou em outro mercado, porém, com prazo de vencimento distinto.

O investidor pode também fixar o prazo de validade de sua ordem por meio da ordem válida para o dia ou da ordem válida por prazo determinado. Expirado o prazo, a ordem é cancelada. Há ainda a ordem válida por prazo indeterminado, cuja validade só termina com a execução ou cancelamento da ordem.

Ordem discricionária - pela qual se estabelecem condições para sua execução agregada a outras, efetuando posteriormente a identificação de titulares, lotes e preços.

Funcionamento do pregão

Funcionamento do pregão - o pregão eletrônico é o sistema onde as ordens são colocadas eletronicamente pelos operadores de mesa nas corretoras através de terminais conectados com a bolsa, ou ainda pelo sistema Home Broker das corretoras, que canalizam as ordens provenientes da Internet. Todas estas ordens são encaminhadas a um servidor central que se encarrega de fechar os negócios e informá-los às corretoras.Todas as ações são negociadas através do pregão eletrônico.

Horários de Negociação
Horário normal referente ao fuso horário de Brasília -3h GMT

Pré-abertura
das 9h45 às 10h
Horário de Verão*
das 10h45 às 11h

Pregão Normal
das 10h às 17h
Horário de Verão*
das 11h às 18h00

Pré-abertura After Market
das 17h3h30 às 17h45
Horário de Verão*
das 18h30 às 18h45

After Market
das 17h45 às 19h
Horário de Verão*
das 18h45 às 19h30

Opções:
das 10h às 17h
Horário de Verão*
das 11h às 18h

Funcionamento do Leilão

Funcionamento do leilão - os leilões são procedimentos operacionais no mercado de ações (segmento Bovespa) da BM&FBovespa cujo objetivo é proteger o mercado contra manipulações e/ou variações abruptas de preços.

Sempre que algum parâmetro de mercado preestabelecido pela BM&FBovespa for atingido, será gerado um leilão, imediatamente informado ao mercado. Todos os investidores podem participar dos leilões.

Durante os leilões não são fechados negócios, somente colocadas novas ofertas. No horário de encerramento, caso não haja prorrogação, serão fechados os negócios correspondentes aos melhores ofertantes nas pontas da compra e venda, ao preço de equilíbrio.

Conforme CVM nº 168, existem alguns parâmetros para gerar automaticamente os leilões de ações na BM&FBovespa:

PARÂMETROS DE QUANTIDADE
EM RELAÇÃO À MÉDIA NEGOCIADA
NOS ÚLTIMOS 30 PREGÕES

PRAZO DO LEILÃO

Com quantidade entre 5 e 10 vezes a média negociada

Leilão com prazo de 5 minutos

Com quantidade acima de 10 vezes a média negociada

Leilão com prazo de 1 hora

Procedimento para enquadramento de quantidade média
Uma vez anunciado um leilão que atingiu parâmetro de quantidade referenciado acima, a quantidade anunciada passará a ser a nova quantidade média válida para o dia, sendo que os negócios com quantidades inferiores ou iguais ao leilão anunciado serão submetidos a um novo leilão com prazo reduzido para 5 (cinco) minutos. Para que uma nova operação, no mesmo dia, seja analisada nesse procedimento, deve-se observar:

a) Os comitentes envolvidos nessa nova operação devem ser diferentes do leilão anterior, ou, em caso de serem os mesmos, a operação não ultrapasse outro parâmetro definido na Instrução CVM 168; e
b) Não será aplicado tal procedimento em operações que atinjam parâmetros de quantidade em relação ao capital social citado abaixo e para apregoações diretas.

PARÂMETROS DE QUANTIDADE
EM RELAÇÃO AO SOCIAL CAPITAL DAS EMPRESAS

PRAZO DO LEILÃO

Com quantidade entre 0,5% e 0,99% das ações ordinárias

Leilão com prazo de 5 minutos

Com quantidade entre 1% e 2,99% das ações ordinárias

Leilão com prazo de 1 hora

Com quantidade entre 3% e 6% das ações ordinárias

Leilão com prazo de 24 horas

Com quantidade acima de 6% das ações ordinárias

Leilão com prazo de 48 horas

Com quantidade entre 1% e 2,99 das ações preferenciais

Leilão com prazo de 15 minutos

Com quantidade entre 3% e 4,99% das ações preferenciais

Leilão com prazo de 1 hora

Com quantidade entre 5% e 20% das ações preferenciais

Leilão com prazo de 24 horas

Com quantidade acima de 20% das ações preferenciais

Leilão com prazo de 48 horas

a) Nas operações com direitos de subscrição, aplicam-se os critérios de capital social e médias negociadas iguais ao da ação aos quais se referem;
b) Nas operações com bônus ou recibos de subscrição, os percentuais aplicáveis para enquadramento de operações em relação ao capital social e à média negociada são calculados em relação à quantidade da respectiva emissão;
c) Nas operações com certificados de investimentos, cotas de fundos de investimento e certificados de depósito de ações, aplicam-se os mesmos critérios adotados para ações; e
d) Nas operações com Units, os percentuais aplicáveis para enquadramento de operações em relação ao capital social serão calculados em relação aos tipos de ações que compõem a Unit, adotando-se o valor mais restritivo em casa de composição mista por ações ordinárias e preferenciais.

PARÂMETROS DE OSCILAÇÃO EM RELAÇÃO
À COTAÇÃO

PRAZO DO LEILÃO

Com oscilação de 3% a 8,99% sobre o último preço dos papéis que fazem parte da carteira do índice da Bolsa.

Leilão com prazo de 5 minutos

Com oscilação positiva ou negativa a partir de 9% sobre o último preço para os papéis que fazem parte da carteira de índices da Bolsa.

Leilão com prazo de 15 minutos

Demais papéis om oscilação positiva ou negativa de 10% a 19,99% sobre o último.

Leilão com prazo de 5 minutos

Demais papéis com oscilação positiva ou negativa de 20% a 49,99% sobre o último preço.

Leilão com prazo de 15 minutos

Demais papéis com oscilação positiva de 50% a 99,99% sobre o último preço.

Leilão com prazo de 30 minutos

Demais papéis com oscilação superior a 100% sobre o último preço.

Leilão com prazo de 1 hora

Demais papéis com oscilação negativa superior a 50% sobre o último preço.

Leilão com prazo de 1 hora

Com oscilação positiva ou negativa a partir de 15% sobre o preço-base estabelecido pela Bolsa.

Leilão com prazo de 1 até 15 minutos

Exclusivamente para papéis que não fazem parte da carteira de índices da Bolsa e que tiverem o preço de fechamento igual ou superior a R$ 100,00, o limite para oscilação de preço entre negócios, positiva ou negativa, passa a ser de 3% sobre o último preço.

O preço-base de cada ativo será definido da seguinte forma:
- No início do dia e antes de ocorrer o primeiro negócio do ativo, o preço-base do ativo será igual ao seu preço de fechamento do dia anterior e este será o preço utilizado para estabelecer os limites intradiários do ativo;
- Após ter ocorrido o primeiro negócio do dia, o preço-base será atualizado com esse valor e este passará a ser o preço utilizado para estabelecer os limites intradiários do ativo; e
- Ao longo do dia, o preço-base do ativo será alterado sempre que houver leilão acionado pelo controle de limite intradiário, assumindo, nesse caso, o preço que resultar do leilão.
O Diretor de Operações da BM&FBOVESPA poderá estabelecer outro critério para a definição do preço-base de um ou mais ativos se as condições de mercado assim demandarem.

PARÂMETROS DE QUANTIDADE
EM RELAÇÃO À NEGOCIABILIDADE

PRAZO DO LEILÃO

Ação não negociada nos últimos 5 pregões

Leilão com prazo de 15 minutos

Ação estreando na Bolsa

Leilão com prazo de 15 minutos

As operações de financiamento enquadradas nos parâmetros que exigem edital serão submetidas a leilão de 1 hora, exceto nos casos em que o volume financeiro da operação referente à posição financiadora não supere R$ 10.000.000,00, quando a operação será submetida a leilão de 30 minutos.

Durante um leilão, se o preço deste atingir o limite de 100% acima do preço inicial ou 50% abaixo desse preço, a apregoação será prorrogada por 15 minutos para divulgação ao mercado do novo preço, desde que essa interrupção ocorra dentro do horário de funcionamento do pregão. Essa interrupção só ocorrerá uma vez e não será aplicada para leilões com divulgação prévia de 24 ou 48 horas (Editais).

No caso em que uma operação deva ser submetida a leilão por mais de um critério (preço ou quantidade), deverá ser adotado aquele critério que exija maior prazo de divulgação.

Independente dos critérios acima, o Diretor de Pregão poderá determinar que uma operação seja submetida a leilão, quando, a seu critério, o tamanho do lote a ser negociado exceda a quantidade considerada normal ou para assegurar a continuidade dos preços.

Casos especiais de leilão
a) Quando ocorrer a divulgação de fato relevante ou notícia sobre algum provento para um Ativo negociado, a Bolsa poderá colocar a respectiva negociação do Ativo em leilão pelo prazo a ser determinado pelo Diretor de Pregão, a fim de preservar a boa continuidade dos preços;
b) Negócios fechados por encerramento de um leilão em que uma ou mais Sociedades Corretoras foram prejudicadas por problemas técnicos, devidamente comprovados por área especifica da Bolsa;
c) Nos casos em que uma ou mais Sociedades Corretoras comunicarem problemas técnicos antes do encerramento de um leilão, o horário de encerramento será retirado e, após resolvido o problema, caso o horário de encerramento original tenha sido ultrapassado, será marcado novo horário com prazo de 5 minutos.
d) Para ativos que têm apresentado alta volatilidade nos preços, a Bolsa poderá adotar procedimento de leilão de 1 hora para o primeiro negócio do ativo (preço de abertura) e novos leilões durante o horário de negociação do pregão regular, caso o preço proposto de negociação se diferencie do último preço praticado. Tal procedimento consta do artigo 8º da Instrução CVM 168 ao estabelecer que procedimentos especiais são “aqueles que visem o oferecimento de condições adequadas à participação equitativa dos investidores nas operações realizadas em Bolsas de Valores.”

Dinâmica do Leilão - anunciado um leilão, o investidor poderá enviar ofertas de compra e venda normalmente, até o horário de seu encerramento.

Pelas regras da BM&FBovespa, não existem lotes aparentes no leilão. No entanto, o investidor terá sua ordem atendida no leilão se ela for no mínimo igual ou maior ao Preço Teórico do leilão, no caso de ordem de compra, ou se a ordem for no mínimo igual ou menor ao Preço Teórico no caso de uma ordem de venda.

Na existência de rateio para ofertas ao mesmo preço, as ofertas são determinadas por ordem de preço e sequência cronológica de registro.

As ofertas participantes do leilão não podem ser canceladas. As demais ofertas podem ser canceladas normalmente, a qualquer momento.

O prazo dos leilões é definido de acordo com o parâmetro de negociação que é atingido. Os horários de encerramento dos leilões no sistema eletrônico poderão sofrer prorrogações automáticas de acordo com os seguintes critérios:
- Alteração no preço teórico
- Alteração na quantidade teórica
- Registro de uma nova oferta que altera a quantidade atendida de uma oferta registrada anteriormente
- Alteração no saldo não atendido

Os leilões que apresentarem prorrogação após o final do pregão terão continuidade e fechamento, independentemente do encerramento das negociações no sistema eletrônico. É bastante comum que papéis mais líquidos tenham leilões prorrogados por mais 5, 10 ou até mesmo15 minutos após o encerramento do pregão regular.

Durante este período é permitida a inclusão de ordens, desde que participem diretamente do leilão. Ordens de papéis que se encontram em leilão, sem possibilidade de execução após o encerramento do pregão regular, serão enviadas na abertura do After Market. Caso sua oferta seja coberta por uma melhor, ficando fora do leilão, o cliente poderá cancelar a ordem e inserir uma nova.

Os leilões poderão ter prorrogações seguidas conforme condições acima descritas, até que não existam alterações que provoquem novas prorrogações.

Ao final do leilão, o ativo será negociado a um único preço, o chamado preço de equilíbrio. O preço de equilíbrio é aquele em que o maior número de ofertas é atendido.

Ativos Congelados - Sempre que algum parâmetro de negociação é atingido, o ativo passa por um outro estado de negociação antes de entrar em leilão: o congelamento. Os ativos permanecem congelados até que o diretor de pregão determine o início do leilão, o que pode eventualmente não ocorrer, dependendo de sua avaliação.

Durante o período em que o ativo permanece congelado, não é possível inserir novas ofertas, nem mesmo efetuar cancelamentos. Enquanto um ativo estiver congelado, as ofertas ou cancelamentos enviados serão rejeitados pelo sistema eletrônico de negociação da BM&FBovespa.

As ofertas que provocarem o congelamento dos papéis não serão apresentadas pelas ferramentas de atualização de cotações até que se inicie o leilão, ou que seja descongelado o ativo.

A Pré-Abertura - é o processo iniciado antes da abertura dos negócios, onde não são fechados negócios, somente colocadas novas ofertas ou cancelamentos. O procedimento é válido para todos os ativos negociados no mercado de ações da BM&FBovespa.

A pré-abertura tem um formato semelhante ao leilão, embora não configure um. Durante a pré-abertura, poderá ocorrer formação de preço de abertura (da mesma forma que o preço de equilíbrio) e quantidade teórica.

Após o encerramento da pré-abertura, são executados os primeiros negócios do dia ao preço de abertura. Para os ativos em que houver formação de preço, quando ocorrer alteração nos valores de preço e quantidade teórica de abertura nos dois minutos que antecedem o encerramento da pré-abertura, será gerado automaticamente um leilão.

Call de fechamento - é o processo que ocorre durante os cinco minutos finais de pregão, onde todas as ações que compõe o Índice Ibovespa entram automaticamente em processo de leilão.

O call de fechamento é encerrado no horário de término do pregão regular, quando são executados os últimos negócios do dia ao preço de fechamento. Caso haja alteração nos valores de preço e quantidade teórica de fechamento nos dois minutos que antecedem o encerramento do pregão regular, há prorrogação dos leilões, conforme os procedimentos já apresentados acima.

Outros Leilões - ainda existem outros tipos de leilões realizados no mercado de ações. As Ofertas Públicas de Recompra de Ações (leilões de recompra das ações em circulação no mercado, pelo controlador), os Leilões de Sobras de Subscrição (leilões das quantidades de ações não subscritas pelos acionistas da empresa, que têm preferência), e ainda os Leilões Especiais de Venda (venda de grandes lotes) apresentam procedimentos específicos e dependem de publicação dos respectivos Editais, contendo todas as informações relativas à operação.

Investidores

Investidores - são indivíduos ou instituições que aplicam recursos nas bolsas por meio de Corretoras e distribuidoras de valores, as quais executam suas ordens e recebem corretagens pelo seu serviço. Investidores são os clientes das Corretoras.

Riscos dos Investidores

Riscos dos Investidores - investimentos estão sujeitos a incertezas inerentes ao mercado financeiro. Dados econômicos e as decisões tomadas por participantes de mercado são fruto da interação entre diversos fatores e, consequentemente, é muito difícil “prever o mercado”. Os produtos financeiros podem ser segregados nas seguintes classes:

Renda Fixa: instrumentos de dívida, cujos emissores podem ser governos, prefeituras e empresas privadas. O investidor que aplica em ativos de renda fixa está emprestando dinheiro ao emissor do título. Seus preços são tipicamente pouco voláteis. Ou seja, investidores com perfil conservador tendem a preferir investimentos em renda fixa. Para essa classe de ativos, uma análise importante diz respeito à possibilidade de o emissor, ou seja, do tomador do empréstimo, não honrar seus pagamentos (ver risco de crédito abaixo).

Exemplos: Letras do Tesouro Nacional, CDBs, Debêntures.

Renda Variável: refere-se ao mercado em que se negociam ações. Uma ação é uma fração do capital de uma empresa. Portanto, o investidor que a compra adquire parte da propriedade da empresa emissora. De maneira geral, instrumentos de renda variável apresentam riscos maiores do que instrumentos de renda fixa: ações oscilam mais e requerem maior tolerância a perdas.

Exemplos: VALE5, PETR4, BBDC4.

Derivativos: são instrumentos cujos preços variam de acordo com outros ativos subjacentes. Um derivativo de dólar, portanto, depende do comportamento da moeda americana. Derivativos são instrumentos mais sofisticados de investimento. Permitem a elaboração de estruturas complexas de investimento. Destinam-se, no entanto, a investidores mais experientes, familiarizados com sua dinâmica. Derivativos geralmente apresentam potencial de perdas significativamente superiores ao de ações e ativos de renda fixa.

Exemplos: Futuros (futuro de dólar, futuro de boi gordo), opções (opção de compra de dólar, opção de venda de PETR4), swaps.

Portanto, o investidor deve dedicar especial atenção a essa modalidade de investimentos.

Operações com opções são especialmente voláteis e, quando o investidor fica vendido em opções, suas perdas são teoricamente ilimitadas.

Nesse sentido, é fundamental observar constantemente as alocações de garantias exigidas pela bolsa, para que a cobertura de perdas potenciais esteja sempre adequada.

Para maiores informações, sugerimos o site da bolsa

Ao optar por um dos produtos apresentados acima, o investidor deve conhecer em quais riscos estará incorrendo. Segue um resumo das principais modalidades de risco que interessam ao investidor:

Risco de Crédito: refere-se ao não pagamento, por parte de tomadores de empréstimos, de suas obrigações (como o pagamento de juros ou do principal de uma dívida). É essa modalidade de risco que mais interessa ao investidor em instrumentos de renda fixa. Ao comprar um título, o investidor precisa conhecer a qualidade do tomador e aferir se o retorno do investimento compensa o risco de não pagamento (ou default, no jargão de mercado)

Risco de Mercado: dizem respeito à variação de preços de ativos. A oscilação diária no preço de uma ação, de um título do governo ou de uma taxa de câmbio (que nada mais é do que o preço de uma moeda estrangeira) expõe o investidor a resultados indesejados. Riscos de mercado são importantes em instrumentos de renda variável e derivativos, cuja variabilidade diária pode ser significativa.

Risco de Liquidez: corresponde à dificuldade de o investidor desfazer-se de uma posição. Caso seja necessário vender um ativo, haverá quem o comprará a preço justo?

Exemplos:
A decisão do governo argentino de não honrar os compromissos de papéis de dívida pública no início da década exemplifica o risco de crédito de aplicações em ativos de renda fixa.

Durante a crise de 2008-2009, alguns papéis apresentaram perdas significativas em apenas um dia, chegando a 80%. Essas perdas são a materialização do risco de mercado de aplicações em bolsa.

Ainda sobre a crise de 2008-2009: a onda de quebras que se viu a partir de meados de 2008 foi, em grande parte, catapultada pelo uso excessivo de instrumentos derivativos, que deteriorou balanços de instituições financeiras em todo o mundo.

CVM - Comissão de Valores Mobiliários

CVM - ou Comissão de Valores Mobiliários, tem as funções de:
- assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão;
- proteger os titulares de valores mobiliários contra emissões irregulares e atos ilegais de administradores e acionistas controladores de companhias ou de administradores de carteira de valores mobiliários;
- evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar condições artificiais de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários negociados no mercado;
- assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários negociados e as companhias que os tenham emitido;
- assegurar a observância de práticas comerciais equitativas no mercado de valores mobiliários;
- estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários;
- promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações e estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das companhias abertas.

Cabe à CVM, entre outras, disciplinar as seguintes matérias:
- registro de companhias abertas;
- registro de distribuições de valores mobiliários;
- credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras de valores mobiliários;
- organização, funcionamento e operações das bolsas de valores;
- negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários;
- administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários;
- suspensão ou cancelamento de registros, credenciamentos ou autorizações;
- suspensão de emissão, distribuição ou negociação de determinado valor mobiliário ou decretar recesso de bolsa de valores.

Indicadores e índices de mercado

Indicadores e índices de mercado - a BM&FBovespa coleta, organiza e divulga uma série de informações sobre os negócios realizados em cada pregão. Os principais indicadores referem-se a preços e volumes das ações negociadas, que traduzem a liquidez do mercado. São elaborados também índices que mostram o comportamento do mercado como um todo ou segmentos específicos.

O Índice Bovespa (Ibovespa) é o mais importante indicador do desempenho do mercado de ações brasileiro, pois retrata o comportamento das principais ações negociadas na BM&FBovespa.

Ele é formado a partir de uma aplicação imaginária, em Reais, em uma quantidade teórica de ações (carteira). Sua finalidade básica é servir como indicador médio do comportamento do mercado. Para tanto, as ações que fazem parte do índice representam mais de 80% do número de negócios e do volume financeiro negociados no mercado à vista.

O Ibovespa é uma ferramenta indispensável para quem investe em ações, seja para acompanhar o mercado, seja para avaliar comparativamente o desempenho de sua própria carteira.

A BM&FBovespa divulga também:
Índice Brasil (IBrX) - mede o retorno de uma carteira de ações integrada pelas cem ações mais negociadas;

IBrX-50 - mede o retorno de uma carteira de ações composta pelas cinquenta ações mais negociadas;

Índice de Energia Elétrica (IEE) - índice setorial que mede o desempenho das ações do setor elétrico;

Índice Setorial de Telecomunicações (ITEL) - mensura o desempenho das ações do setor de telecomunicações (tanto telefonia fixa como celular);

Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC) - avalia a performance de uma carteira teórica composta por ações de empresas que apresentem bons níveis de governança corporativa;

Índice Valor Bovespa (IVBX-2) - registra o retorno de carteira hipotética constituída exclusivamente por papéis emitidos por empresas de excelente conceito perante os investidores, classificadas a partir da 11ª posição, tanto em termos de valor de mercado como de liquidez de suas ações.

Liquidação

Liquidação - é liquidação financeira das operações em bolsa, isto é, o crédito das vendas, o débito das compras realizadas, a taxa de corretagem cobrada e ainda os emolumentos cobrados pela BM&FBovespa. A liquidação é efetivada no terceiro dia útil subsequente à realização dos negócios. Costuma-se dizer que a liquidação se dá em D+3.

Riscos da liquidação

Riscos da liquidação - a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) é a clearing responsável pela compensação e liquidação de operações realizadas no mercado a vista da BM&FBovespa.

No caso de uma operação de venda no mercado à vista, as ações negociadas devem estar disponíveis na conta de custódia do vendedor para entrega ao comprador até o horário limite estabelecido na Tabela de Prazos e Horários do Ciclo de Liquidação da CBLC, isto é, até 9h59 do terceiro dia útil após a realização da operação (D+3).

A não entrega total ou parcial das ações objeto da negociação em D+3 ou a ausência de apresentação de documentos necessários à liquidação caracterizam a falta da entrega de ativos e resultam em multa ao vendedor das ações.

Caso os ativos não sejam entregues até às 10h de D+4 da operação, a CBLC aciona, no mesmo dia, o mecanismo de tratamento de falta de entrega - o Processo de Recompra de Ativos - além de cobrar nova multa sobre o valor dos ativos não regularizados.

A ordem de recompra emitida em D+4 é o instrumento que autoriza a contraparte a executar, a preço de mercado, uma nova operação de compra dos ativos adquiridos em D+0 e não recebidos no prazo regulamentar por falta na entrega.

Essa ordem de recompra deve ser executada até D+6 e confirmada a sua execução, perante a CBLC, até D+7. O vendedor em falta com a entrega dos ativos arcará com a diferença de preço da recompra, quando ela ocorrer.

Caso a recompra não seja executada até o prazo estipulado por qualquer que seja o motivo, a CBLC, em D+8, reverterá a operação, retornando os valores financeiros ao comprador da operação.

Assim, o cliente deve estar ciente de que uma eventual venda realizada sem ter as ações em sua conta, ou sob a expectativa de seu recebimento por conta de uma compra do mesmo ativo realizada em data anterior, poderá resultar em sua inadimplência, com o consequente ônus, conforme demonstrado, caso essa compra sofra problemas em sua liquidação.

Custódia

Custódia - para a guarda de títulos e exercício de direitos, o investidor pode dispor de serviço especializado, prestado por instituições credenciadas pela CVM para esse fim.

A custódia é fungível quando os valores mobiliários depositados podem ser substituídos, na retirada, por outros iguais (mesma espécie, qualidade e quantidade). Quando os valores são mantidos discriminadamente por depositante, a custódia é infungível.

A CBLC - Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia, empresa ligada e que presta esse tipo de serviço à BM&FBovespa, oferece custódia com padrão de qualidade internacional, tendo conquistado a certificação ISO 9002. A CBLC tem o serviço de custódia fungível com movimentação “online” e “real time” dos ativos da conta de custódia. Além disso, adota a codificação de títulos ISIN, mundialmente utilizada.

CBLC - Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia

CBLC - a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia foi criada em 1997 a partir de uma cisão da BM&FBovespa. A criação da CBLC foi uma resposta às necessidades do mercado brasileiro de estabelecer uma estrutura moderna de Clearing e Depositária.

A CBLC é uma empresa com fins lucrativos pertencente aos participantes do mercado brasileiro;

É a única Depositária Central de Ativos para o mercado de ações, oferecendo os mesmos serviços para o mercado de títulos de renda fixa privada;

É a única Contraparte Central (CCP) para os mercados de ações, de derivativos de ações e de títulos de renda fixa privada;

Possui um gerenciamento de riscos sólido e vários mecanismos de proteção para lidar com falhas de pagamento ou de entrega;

Possui uma estrutura segura de depositária e uma estrutura de contas segregada que garante a proteção dos ativos do investidor final;

Garante o acesso aos serviços por ela prestados a um amplo conjunto de participantes, permitindo o desempenho de papéis distintos, de acordo com suas vocações e estratégias de negócio;

Todos os critérios de participação são públicos e claramente definidos, assegurando aos participantes do mercado as mesmas condições de acesso;

Todas as informações relevantes, estatutos, regulamentos, normas, leis e procedimentos operacionais são inteiramente divulgados, de modo a promover um ambiente de transparência e eficiência para o mercado de capitais;

Possui um plano de contingência que garante aos investidores a máxima proteção e integridade de seus investimentos;

Atua de acordo com as principais recomendações internacionais para sistemas de custódia, compensação, liquidação e gerenciamento de riscos.

Mercado primário e secundário

O Mercado Primário compreende o lançamento de novas ações no mercado, com aporte de recursos à companhia. Uma vez ocorrendo o lançamento inicial ao mercado, as ações passam a ser negociadas no Mercado Secundário, que compreende mercados de balcão, organizados ou não, e bolsas de valores.

Operações como a colocação inicial, junto ao público, de grande lote de ações detido por um acionista podem caracterizar operações de abertura de capital, exigindo registro na CVM. Apesar da semelhança com o mercado primário, os recursos captados vão para o acionista vendedor (e não para a companhia), determinando, portanto, uma distribuição no Mercado Secundário.

Mercado Fracionário

Mercado Fracionário - toda empresa tem suas ações negociadas em lotes, que podem ser de 1, 10, 100 ações, etc. Se, por exemplo, o investidor não desejar comprar um lote-padrão de 100 ações, mas sim 150 ações, é necessário usar o mercado fracionário. Nesse caso, o lote-padrão, ou seja, as 100 ações, serão negociadas no mercado integral e, as 50 restantes, no fracionário.

Subscrição

Subscrição - é o processo de emissão de novas ações promovida por determinada empresa. Geralmente as subscrições são fechadas, garantindo aos atuais acionistas a preferência na subscrição. A subscrição de ações é opcional, ou seja, pode ser exercida ou não pelo acionista.

Direitos de Subscrição são títulos negociáveis em bolsa por um determinado período, que garantem ao titular a possibilidade de manter sua participação na empresa, mediante a compra de mais ações a um preço estipulado. Na maioria das vezes o preço que se paga é inferior ao preço de mercado, justamente para viabilizar a captação de recursos pela empresa. Alguns investidores subscrevem as ações, outros vendem seus direitos de subscrição a outros investidores interessados em subscrever as ações.

No entanto, assim como as opções, após o término de um período pré-determinado, os direitos devem ser exercidos ou perdem o seu valor. Para identificá-los é preciso estar atento aos códigos de negociação.

Os códigos dos direitos de subscrição seguem uma lógica específica:
- os direitos de subscrição de ações ON são identificados pelo código 1.
EX: Direitos de Chapecó ON - CHAP1;

- os direitos de subscrição de ações PN são identificados pelo código 2;
Ex: Direitos de Chapecó PN - CHAP2;

- os direitos de subscrição de ações PNB e PNC são identificados pelos códigos 12 e 13, respectivamente. Caso haja mais classes de ações, segue a sequência a partir do número 14.
Ex: Direitos de Sibra PNC - SIBR13;

Esses direitos apresentam risco bastante superior às ações, pois são negociados por valores inferiores ao preço de mercado do ativo. Na prática, a negociação com direitos é muito semelhante ao mercado de opções, que, no entanto possui regulamentação própria e restrições ao acesso.

Recomendamos que só sejam comprados os direitos de subscrição caso haja a disponibilidade de recursos e a intenção em subscrever as respectivas ações.

Mercado de opções

Mercado de opções - são negociados direitos de compra ou venda de um ativo com preços e prazos estabelecidos e os investidores comprometem-se a efetivar uma operação em um momento futuro. Isso traz o risco de a operação acabar não sendo realizada, ou os preços do ativo-objeto caminharem em direção oposta à esperada pelo investidor.

Não há, portanto, garantia de rentabilidade.

Além disso, deve-se considerar que existe a possibilidade do comprador de uma opção perder todo o capital investido; e que o vendedor de uma opção deve ter capacidade financeira para cobrir potenciais prejuízos, bem como dispor de garantias para atender às exigências de margem.

Risco do Titular (Comprador) da Opção de Compra - está limitado ao valor pago pelas opções (o prêmio). No entanto, é necessário que o investidor esteja consciente de que ele poderá perder até a totalidade de seu investimento se o comportamento do preço à vista, após a aquisição das opções e até o seu vencimento, não for favorável à sua posição (as opções são válidas apenas por determinado período, ao final do qual expiram).

No caso das opções de compra, se o titular permanecer de posse da opção até o vencimento e, nesta data, o preço à vista da ação estiver abaixo do preço de exercício, ele não a exercerá (não seria vantajoso comprar as ações por um preço maior do que o do mercado), nem tampouco conseguirá transferi-la para outro investidor. No jargão do mercado, a opção terá “virado pó” e o investidor terá perdido integralmente a quantia que gastou para adquiri-la.

Risco na Venda a Descoberto (Lançamento de Opções de Compra) - o lançamento de opções de compra a descoberto, ou seja, o recebimento de uma quantia em dinheiro (o prêmio) para assumir o compromisso de vender ações que o investidor não possui, é uma estratégia que envolve um elevado grau de risco.

O titular dessa opção (o investidor que pagou o prêmio para o lançador assumir o compromisso) somente vai exercê-la se isso for interessante para ele, ou seja, se o preço à vista do papel for superior ao preço de exercício da opção. Para o lançador, isso significa que ele será obrigado a adquirir as ações no mercado à vista para entregá-las pelo preço de exercício.

A partir do momento em que a diferença entre o preço à vista e o de exercício for maior que o prêmio recebido, o lançador estará incorrendo em prejuízo, que aumentará de acordo com a valorização da cotação à vista.

Outro aspecto a ser considerado nessa estratégia é que, durante toda a vigência de sua posição, o lançador descoberto estará obrigado a depositar garantias para cobrir os prejuízos potenciais da operação, cujo valor é calculado diariamente.

Prazo de Expiração das Opções - é importante que o investidor que adquiriu uma opção (o titular) esteja consciente de que seu direito de exercê-la é valido apenas durante seu período de vigência. Após a data de vencimento, a opção expira, perdendo totalmente sua validade.

Outro ponto importante a destacar é que na BM&FBovespa o exercício da opção não é automático, ele deve ser solicitado pelo titular da opção. Isso significa que, mesmo nos casos em que o exercício é claramente vantajoso para o titular, ele somente ocorrerá se for solicitado pelo investidor. O pedido de exercício pode ser transmitido pelo investidor à corretora.

Na hipótese de um titular, nessas condições, deixar de solicitar o exercício, a opção vai expirar e o investidor, além de não ter se aproveitado de uma situação vantajosa, ainda perderá integralmente o prêmio pago quando da aquisição das opções.

Identificando Códigos de Negociação de Opções - ações e opções possuem códigos de negociação diferentes. Embora a negociação com opções exija o preenchimento e envio de documentação específica, é importante que o investidor conheça as diferenças de identificação entre ações e opções, visando evitar confusões.

No sistema de negociação da BM&FBovespa, as séries de opções são identificadas de acordo com as seguintes estruturas de codificação:

Na relação de séries autorizadas (disponível no site da BM&FBovespa),
AAAA - Código alfa da empresa
A - Indicador do tipo (compra ou venda) e do mês de vencimento
NN - Indicador numérico da opção
“..” OU E - Indicador do estilo Campo em branco = opções americanas E = opções européias

Tabela do código alfabético para diferenciação de opções de compra e de venda e mês de vencimento:

OPÇÃO DE COMPRA

OPÇÃO DE VENDA

MÊS DE VENCIMENTO

A

M

Janeiro

B

N

Fevereiro

C

O

Março

D

P

Abril

E

Q

Maio

F

R

Junho

G

S

Julho

H

T

Agosto

I

U

Setembro

J

V

Outubro

K

W

Novembro

L

X

Dezembro

Mercado Futuro de Ações

Mercado Futuro de Ações - são contratos de compra ou venda de ações, a um preço acordado entre as partes, para liquidação em uma data futura específica, previamente autorizada. Normalmente, o esperado é que o preço do contrato futuro de uma determinada ação seja equivalente ao preço à vista, acrescido de uma fração correspondente à expectativa de taxas de juros entre o momento da negociação do contrato futuro de ações e a respectiva data de liquidação do contrato.

Como em qualquer mercado de derivativos, as aplicações no mercado futuro também estão sujeitas a riscos. O investidor deve considerar, em sua análise de investimento, a situação econômico-financeira da empresa emissora, a situação econômica do país, a expectativa da taxa de juros e a negociação do ativo-objeto no mercado à vista, entre outros fatores.

Operações day trade

Operações day trade - fazer um day trade significa comprar e vender as ações no mesmo dia. Ou seja, você compra ou vende uma certa quantidade de ações por um preço, acompanha a variação da cotação daquele papel ao longo do dia, e inverte a posição vendendo ou comprando no mesmo dia. E a diferença do preço de compra para o preço de venda multiplicada pela quantidade das ações (considerando também as taxas da operação e os impostos) é o resultado do day trade, que pode ser positivo ou negativo.

After Market

After Market - permite a negociação de ações no período noturno, após o horário regular, de forma eletrônica.

As operações são dirigidas por ordens e fechadas automaticamente por meio do sistema eletrônico de negociação da BM&FBovespa (Mega Bolsa). A totalidade de ordens enviadas tem um limite de R$ 100.000,00 por investidor para o período After Market e os preços das ordens enviadas nesse período não poderão exceder à variação máxima positiva ou negativa de 2% em relação ao preço de fechamento do pregão diurno.

Crimes de “Lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores

CONTEÚDO DESTE DOCUMENTO
Este documento contém os critérios relativos à identificação, registro e comunicação de operações financeiras:
- cujas características sejam excepcionais no que se refere às partes envolvidas, forma de realização, e/ou instrumentos utilizados;
- para as quais falte, objetivamente, fundamento econômico ou legal, havendo assim a possibilidade de constituírem-se em sérios indícios de crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores, conforme previsto na Lei n.º 9.613 de 3 de março de 1998 e demais normativos.

CRITÉRIOS BÁSICOS
Da Caracterização Legal
A Lei n.º 9.613, no seu artigo 1º, tipifica o crime de lavagem como:
- Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos e valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime
- de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou drogas afins;
- de terrorismo;
- de contrabando ou tráfico de armas, munições ou material destinado à sua produção;
- de extorsão mediante seqüestro;
- contra a Administração Pública, inclusive a exigência, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, de qualquer vantagem, como condição ou preço para a prática ou omissão de atos administrativos;
- contra o sistema financeiro nacional;
- praticado por organização criminosa.

Das Obrigações
A Corretora, no âmbito de suas atividades, deverá indicar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao Banco Central do Brasil (BACEN) e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), um diretor responsável pelo cumprimento das obrigações estabelecidas e para assinatura de toda e qualquer comunicação relacionada ao assunto.

A Corretora deverá cadastrar todos os seus Clientes e manterá seus cadastros, documentos e dados devidamente preenchidos e atualizados, e arquivá-los pelo prazo de 5 (cinco) anos, mesmo após o encerramento da conta.

Além das informações cadastrais requeridas quando do cadastramento, deverão constar, obrigatoriamente, dados relativos à capacidade econômica e rendimentos do Cliente.

Do Indício de Ocorrência de Crime
A Corretora deverá atentar, de maneira efetiva, quando do cadastramento do Cliente, da proposição de operações e na realização das mesmas, se há indícios de crime, ou suspeitas de atividades ilícitas, nas seguintes situações:
- Operação em que o proponente não se disponha a cumprir as exigências cadastrais ou tente induzir os responsáveis pelo cadastramento a não manter em arquivo registros que possam reconstituir a operação pactuada;
- As operações cujos valores se afigurem objetivamente incompatíveis com a ocupação profissional, os rendimentos e/ou a situação patrimonial/financeira de quaisquer das partes envolvidas, tomando-se por base as informações cadastrais respectivas;
- Operações realizadas repetidamente entre as partes, nas quais hajam seguidos ganhos ou perdas no que se refere a algum dos envolvidos;
- As operações que evidenciem oscilação significativa em relação ao volume e/ou freqüência de negócios de quaisquer das partes envolvidas;
- Proposta de compra ou venda de grande quantidade de mercadorias, sem que seja conhecida a origem dos recursos ou das mercadorias;
- Aquelas operações cujos desdobramentos contemplem características que possam constituir artifício para burla da identificação dos efetivos envolvidos e/ou beneficiários respectivos;
- As operações cujas características e/ou desdobramentos evidenciem atuação, de forma contumaz, em nome de terceiros; e
- Aquelas operações que evidenciem mudança repentina e objetivamente injustificada relativamente às modalidades operacionais usualmente utilizadas pelos envolvidos.

Do Registro, Análise e Comunicação das Operações
A Corretora deverá manter registro de todas as operações financeiras de seus Clientes e aquelas de valor igual ou superior ao limite fixado pela CVM, BACEN ou COAF, cada um na sua esfera de competência, e que superarem o limite de normalidade operacional.

A Corretora deverá comunicar, no prazo de 24 (vinte e quatro horas), qualquer proposta ou realização de operação, cujo limite fixado tenha sido ultrapassado e que, ao mesmo tempo, apresente sérios indícios de crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores.

A Corretora, no âmbito das modalidades operacionais que atuar, deverá observar para o reporte das comunicações das operações que apresentarem indícios de crime de lavagem de dinheiro, o seguinte:
- enquanto atuando com títulos e valores mobiliários, administrando fundos de investimento, carteira de valores mobiliários, clubes de investimento e ou efetuando transações de quaisquer modalidades, lastreados com esses títulos e valores, deverá reportar à Comissão de Valores Mobiliários - CVM;
- enquanto atuando com títulos de renda fixa, privados e públicos, administrando fundos de investimento, carteira de valores mobiliários e clubes de investimento lastreados com esses títulos ou efetuando transações com ativos referenciados em taxas de juros, taxa de câmbio e outros indicadores econômico/financeiros, deverá reportar ao Banco Central do Brasil - BACEN;
- enquanto atuando com mercadorias em ambiente de Bolsa, deverá reportar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras - COAF.

A comunicação será efetivada, no que couber, preferencialmente com a utilização de meio eletrônico e será adicionada a documentação do Cliente uma cópia da mesma.

Da Responsabilidade Administrativa
A Corretora, bem como seus administradores responsáveis, se deixar de cumprir as obrigações previstas na Lei no. 9.613 no seu artigo 12, estará sujeita às seguintes sanções:
- Advertência;
- Multa Pecuniária;
- Inabilitação;
- Cassação da autorização para operação ou funcionamento;
- Reclusão sem direito à fiança ou liberdade provisória;
- Seqüestro de bens, direitos e valores.

Da Salvaguarda Legal
As comunicações efetuadas obedecendo à Lei n.º 9.613 não acarretarão, nos termos da lei, responsabilidade civil ou administrativa à Instituição, nem aos seus administradores responsáveis.

REGULAMENTAÇÃO ASSOCIADA
- Lei n.º 9.613/98.
- Decreto n.º 2.799/98.
- Instrução CVM n.º 301/99.
- Portaria n.º 330/99.
- Ofício Circular Bovespa n.º163/99.
- Circular BACEN n.º 2.852/98.
- Carta Circular n.º 2.826/98.
- Circular BVRJ SUPGE-077/99.
- Resolução COAF n.º 007/99.

Normas de atuação UBS Brasil Corretora

Regras e Instruções

Instruções CVM

Instruções CVM - nesta página do site da BM&FBovespa, você encontrará as ementas explicativas, o texto integral publicado pela CVM e um resumo preparado pela área operacional da BM&FBovespa.

Cursos Mercado

Cursos Mercado de Ações - A BM&FBovespa organizou uma série cursos para investidores de diversos níveis. Alguns são online e gratuitos. Confira aqui.

Custos para investir

Custos para investir - ao realizar investimentos, existem custos de diferentes origens que devem ser considerados. Por exemplo, há os custos cobrados pela Bolsa e pelo agente de custódia, como os emolumentos, taxa de custódia, entre outros. Clique no link para verificar no site da BM&FBovespa quais são e como são cobrados.

Há também o custo de corretagem, que varia de corretora para corretora.